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Desde os anos 40, diferentes tipos de cirurgia têm sido desenvolvidos para corrigir erros de refração permanentemente. Atualmente, existem vários tipos de cirurgias refrativas, algumas bastante utilizadas há décadas, outras ainda em fase experimental. Dentre as cirurgias refrativas que apareceram, as mais importantes são a ceratotomia radial (RK) e a ceratectomia fotorrefrativa (PRK).
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A ceratotomia radial (RK) corrige a miopia através do aplanamento da córnea, com uma série de cortes (incisões) na parte central da córnea. Um bisturi com ponta retrátil de diamante é utilizado para realizar a cirurgia. A zona óptica (parte central da córnea, responsável pelo nosso principal tipo de visão) é definida através de um anel circular. A espessura da córnea é medida, e a ponta do corte de diamante é estendida até ficar com o comprimento apropriado. As incisões são feitas a partir da borda da zona óptica até a borda da córnea. Desse modo, a zona óptica central não é tocada. A RK somente pode ser utilizada no tratamento de baixos graus de miopia e astigmatismo; por outro lado, o LASIK pode tratar hipermetropia e graus mais altos de miopia e astigmatismo.
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A ceratectomia fotorrefrativa (PRK) é um procedimento cirúrgico que utiliza um raio laser extremamente preciso para remover tecido corneano, com o objetivo de corrigir erros de refração. A PRK é realizada na superfície da córnea. Considerando que, na PRK, uma grande parte do epitélio corneano (a camada externa de células) precisa ser removida, pode-se dizer que essa cirurgia equivale ao esfolamento do olho ou a uma raspagem corneana, causando muita dor, irritação, lacrimejamento, visão embaçada e a sensação de corpo estranho. Após a PRK, a visão fica embaçada nos primeiros dias, mas melhora com a cicatrização do epitélio corneano e a retirada dos curativos. Ao final de uma semana, a visão estará razoavelmente boa. A correção geralmente se estabiliza após um período de seis meses.
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O LASIK se desenvolveu a partir da PRK, e ambas as cirurgias usam o
raio laser de forma bastante semelhante. O LASIK proporciona os mesmos
benefícios de correção visual, mas com menos (e não tão graves) efeitos
adversos quando comparado à PRK. Essa técnica usa um excimer laser para
remover parte do estroma corneano. A camada superior de células
epiteliais da córnea é preservada, uma vez que a cirurgia ocorre na
parte mais profunda, abaixo da camada externa corneana. Como não há
abrasão da córnea, o LASIK requer pouca cicatrização. Cinco minutos
após a cirurgia, a visão do paciente normalmente está 20/70. Na manhã
seguinte à operação, a visão tende a estar 20/40 ou melhor.
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O excimer laser é um instrumento computadorizado de alta
precisão que usa luz ultravioleta invisível para realizar
cirurgias na córnea. Essa luz não provoca praticamente
nenhum dano aos tecidos adjacentes, o que aumenta a segurança
do procedimento. Cada pulso do raio laser remove uma quantidade
minúscula de tecido corneano - aproximadamente 1/500 da
espessura de um fio de cabelo humano.
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Excimer lasers de primeira e segunda gerações usam um feixe de luz amplo (aproximadamente 6 mm de diâmetro), com uma abertura que controla a quantidade de luz à qual o olho será exposto durante cada pulso. Os fabricantes aprimoraram essa tecnologia, dividindo o amplo feixe de luz único em sete feixes menores, que giram ao redor da área de tratamento (de forma semelhante a um chuveiro, que divide o fluxo principal de água em fluxos menores). |
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A mais nova geração de excimer lasers, como o Technolas®
217A, da Bausch & Lomb, utiliza uma tecnologia
inovadora chamada flying spot (ponto voador). Um
feixe de luz extremamente fino (aproximadamente
2 mm de largura) entra em contato com o olho na
velocidade da luz, permitindo que determinado ponto
do olho se restabeleça antes de ser tocado novamente.
Esses lasers cobrem uma ampla área de superfície
corneana, mas não penetram tão profundamente quanto
nos procedimentos de RK. Diferentemente do que acontece
com o feixe de luz amplo, a largura total do raio
laser flying spot é aplicada na córnea durante cada
pulso. Essa tecnologia produz um formato corneano
mais liso e ajuda a aumentar a precisão e a eficiência
da cirurgia.
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Desde 1991, a Divisão Cirúrgica da Bausch & Lomb (na época, Chiron Vision) é líder em tecnologia refrativa. O sucesso inicial da B&L com RK levou à criação de um programa educacional que treinava cirurgiões iniciantes no mercado refrativo e validava a eficácia do procedimento.
Em 1993, A B&L lançou o excimer laser Keracor 116. Embora os excimer lasers tivessem sido originalmente desenvolvidos para a PRK, líderes de opinião começaram a observar, com grande interesse, os mínimos efeitos de cicatrização dos ferimentos do LASIK. No ano seguinte, a B&L instituiu uma Diretoria de Consultoria do LASIK, composta pelos 14 profissionais de maior influência mundial na área de cirurgia refrativa. Esses "pioneiros" criaram uma técnica cirúrgica padrão para o LASIK e desenvolveram um programa de treinamento.
Atualmente, o programa educacional C-LASIKTM da Bausch & Lomb conta com uma rede de mais de 70 médicos instrutores e é responsável por inovações como o microcerátomo HansatomeTM e o excimer laser Technolas 217A. O programa serve para validar e difundir o LASIK como um método seguro e eficaz para a correção da visão.
A principal fonte das informações apresentadas
aqui é o livro How to See Like a Hawk When
You're Blind as a Bat, de Dr. Matthew Ehrlich. Consulte
o livro (disponível em www.lasikbook.com) para saber
mais sobre a cirurgia LASIK.
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