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| Muitos fatores podem influenciar o resultado final de uma cirurgia, incluindo: |
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O grau de resposta do olho ao tratamento |
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A hidratação da córnea durante o procedimento |
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O laser e sua calibração |
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A temperatura e a umidade da sala do laser |
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Se qualquer uma dessas variáveis resultar em hipocorreção, um novo tratamento a laser poderá ser feito após três meses, quando os resultados já tiverem se estabilizado. Algumas vezes, a correção final pode exceder a meta pretendida, transformando uma pessoa míope em uma pessoa hipermétrope. Essa circunstância, entretanto, é bastante rara e geralmente corrigível com um tratamento a laser para hipermetropia
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Ocasionalmente, o astigmatismo pode ocorrer em um olho que não apresentava esse problema antes da cirurgia. Ainda não se sabe ao certo a causa desse problema. Uma série de fatores pode contribuir para isso, como o alinhamento dos olhos do paciente e a uniformidade do raio laser. Felizmente, a quantidade de astigmatismo criada geralmente é pequena, com poucos efeitos sobre a acuidade visual não-corrigida. Um problema mais sério pode acontecer se a superfície da córnea for deixada com alguma irregularidade depois do LASIK. Isso resultará em um astigmatismo irregular, que irá reduzir a acuidade visual do paciente. Esse problema pode requerer o uso de óculos ou lentes de contato gás-permeáveis, a fim de que a melhor visão possível seja alcançada.
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Presume-se que após o LASIK os pacientes possam usar óculos ou lentes de contato, alcançando uma visão tão boa quanto a que tinham antes da cirurgia. Por exemplo, se a visão antes da cirurgia era 20/400 sem óculos e 20/20 com eles, depois da cirurgia a laser, a acuidade visual não-corrigida pode chegar a 20/30 e, com uma nova prescrição de lentes mais finas, o paciente poderá continuar desfrutando de uma visão 20/20. Entretanto, se um paciente observa uma melhora na acuidade visual não-corrigida de 20/400 para 20/30, mas não consegue enxergar melhor do que 20/30 mesmo com óculos novos, então esse paciente perdeu acuidade visual corrigida. Isso ocorre em menos de 5% dos pacientes com miopia baixa ou média, e com maior freqüência em pacientes com miopia elevada.
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Haze corneano A resposta normal da córnea após o LASIK é a cicatrização. Se essa resposta for exagerada, a córnea poderá desenvolver um aspecto opaco, como de vidro fosco, conhecido como haze. O problema pode ser reduzido ou eliminado com o uso de colírios antiinflamatórios. Um grau mais elevado de haze pode exigir um novo tratamento a laser para que o problema seja eliminado e para que a correção adequada seja recuperada. |
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Diminuição de visão à noite, halos e clarões A maneira como um olho tratado com LASIK refrata a luz pode criar um efeito similar à visão noturna de quem usa lentes de contato. Pode ser que haja uma redução de nitidez, assim como excessos de luminosidade e clarões ao redor de luzes. Esses efeitos geralmente são moderados, e a maioria dos pacientes tem poucas reclamações. |
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Cegueira Apesar de praticamente não existirem casos de cegueira após o tratamento com LASIK, essa possibilidade não pode ser descartada. É possível que ocorra uma infecção séria e comprometedora dentro do olho, conhecida como endoftalmite. Também podem ocorrer danos à córnea pelo procedimento de corte durante o LASIK, ou, ainda, que a superfície da córnea fique muito irregular, resultando em uma visão tão distorcida ao ponto de ser considerada cegueira. |
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Lamela fina Muito raramente, durante o procedimento LASIK, a lamela criada é mais fina do que o desejável. Uma lamela fina precisa ser recolocada em sua posição original, para que possa cicatrizar. Não existem relatos de que essa anomalia tenha resultado em perda permanente da visão. O procedimento cirúrgico pode ser feito novamente após três meses. |
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Lamela incompleta Se a lâmina de corte sofrer uma obstrução física durante a sua passagem, uma lamela incompleta poderá ser criada. Há maiores chances de que isso ocorra em olhos fundos e estreitos, para os quais é difícil conseguir uma exposição adequada. A espessura da lamela será boa, mas não será constante em toda a córnea, como necessário. Houve casos em que o cirurgião procurou dar continuidade ao procedimento, apesar de a lamela estar incompleta; os resultados foram insatisfatórios. |
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Estrias lamelares Dobras e rugas na lamela são conhecidas como estrias. As estrias interferem na regularidade da superfície refrativa da córnea e, portanto, na visão. Qualquer contato físico com o olho, tal como atingi-lo ou esfregá-lo, pode deslocar a lamela durante os primeiros dias após a cirurgia. Se forem detectadas estrias, a lamela terá que ser levantada e reposicionada com uma suave manipulação no sentido de esticar dobras. Quanto mais tempo as dobras permanecerem, mais difícil será o trabalho de retirá-las. Entretanto, as estrias vêm sendo removidas com sucesso até meses após o procedimento inicial. |
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Lamela livre ou perda da lamela A lamela fica livre quando é cortada completamente, sem deixar nenhum tecido de conexão com a córnea. Uma lamela livre pode sair do lugar após a cirurgia e acabar sendo perdida, como acontece quando as lentes de contato caem do olho. Um cirurgião experiente pode antecipar e tratar com facilidade uma lamela livre. Além disso, há pacientes que apresentaram cicatrizações normais sem a lamela, alcançando uma visão excelente. |
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Síndrome das areias do Saara (ceratite lamelar difusa) Em raras ocasiões, uma substância não-infecciosa se desenvolve sob a lamela. Esse acúmulo de células inflamatórias produz a sensação de areias em movimento e é chamado de "areias do Saara". Sua causa exata não é conhecida. A síndrome das areias do Saara é tratada com sucesso através de agressivas doses de esteróides. Casos graves podem exigir que a lamela seja levantada, a fim de remover os resíduos inflamatórios mecanicamente, com um pequeno instrumento cirúrgico. |
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Crescimento epitelial O epitélio corneano deve ser cortado com a lâmina cirúrgica para que a camada inferior da córnea seja alcançada. À medida que o corte é feito, é possível que células epiteliais soltas se instalem sob a lamela. Ali, elas podem crescer como um aglomerado ou uma camada de células. Essa alteração não é exatamente um problema, mas deve ser observada atentamente, porque o crescimento pode continuar em direção ao centro crítico de visão da córnea. A incidência de crescimento epitelial é muito baixa, e a maioria dos casos não requer tratamento. |
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Ablação descentrada Se o tratamento a laser não for centralizado em torno da pupila, os resultados poderão ser inferiores ao esperado. Isso significa que uma parte da luz que está entrando no olho será focalizada de forma correta, e a outra não. Essa é a razão pela qual é tão importante fixar o olhar no raio laser. Muitos dos lasers novos possuem feixes com rastreamento do movimento dos olhos, que reduzem significativamente a possibilidade de ablação descentrada. |
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Aumento da pressão intra-ocular Esteróides são usados nos cuidados pós-operatórios de pacientes submetidos ao LASIK para reduzir o risco potencial de inflamação. Os esteróides apresentam uma tendência de aumentar a pressão natural no olho. Em alguns pacientes, a pressão pode aumentar ao ponto de causar danos ao nervo óptico. É por isso que esteróides não devem ser usados por mais de 10 a 14 dias após a cirurgia LASIK. A suspensão do uso de gotas de esteróides geralmente resulta na normalização dos níveis de pressão. |
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Anormalidades na lente A opacificação do cristalino é conhecida como catarata. Trata-se de uma ocorrência natural relacionada com a idade, que pode ser precipitada por quase todo tipo de cirurgia ocular invasiva. O uso de esteróides no período pós-operatório com o objetivo de controlar inflamações pode contribuir para essa condição. |
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Ptose Um espéculo é utilizado durante o LASIK para manter as pálpebras bem afastadas. Isso pode forçar ou inflamar os músculos responsáveis por abrirem a pálpebra, resultando no seu enfraquecimento. Esse problema, em geral, é resolvido naturalmente. |
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Infecção e ulceração Após o LASIK, uma infecção pode levar a uma ulceração na lamela. Essa área está mais próxima da porção interna do olho, aumentando o risco de penetração da infecção. Assim, as infecções precisam ser tratadas de forma intensa. Uma vez que o epitélio corneano é minimamente alterado após o LASIK, as chances de uma infecção corneana são muito baixas - cerca de uma em 5.000 casos.
A principal fonte das informações apresentadas
aqui é o livro How to See Like a Hawk When
You're Blind as a Bat, de Dr. Matthew Ehrlich. Consulte
o livro (disponível em www.lasikbook.com) para saber
mais sobre a cirurgia LASIK.
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